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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A minha estreia como produtora

É já na próxima segunda-feira, dia 14, dia de São Valentim, no programa número 69 (hã?! Nem de propósito ah ah ah!) da SIC Mulher, Mais Mulher, que eu vou sentir a adrenalina do directo pela primeira vez. Não que já não tenha sentido, estou há 5 meses a sentir, mas desta vez vou estar na Régie com o realizador a produzir o programa e mal posso esperar. Acho que nem vou dormir bem no domingo. Tenho estado a semana toda a preparar tudo, a fazer contactos, recolher material, a organizar tudo. Amanhã vou dar os últimos ajustes com a Joana Proença que me tem ajudado muito. Foi ela quem lançou o desafio e eu não pensei duas vezes. Quero sair deste estágio bem preparada para deitar mãos à obra e há que aproveitar as oportunidades quando nos são oferecidas. E agora sim posso dizer que produzir um programa dá messssmo muiiiito trabalho. Tive uma semana interminável e estou a atingir o auge do cansaço. A um mês e pouco de acabar o estágio sinto que: aprendi muito, quero ser produtora, quero trabalhar em televisão e quero arranjar um trabalho o mais rápido possível. Mas antes disso quero só voltar a ter um bocadinho de vida social e tempo para mim, só assim uns dias e depois sim voltar à carga.


Baci
M. 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Por que quero ser jornalista?

  Aqui está uma bela pergunta. Esta é a tal questão que já ecoou tantas vezes na minha cabeça e para a qual eu nunca soube dar uma justificação que agradasse aos meus botões. Já quis ser educadora, arquitecta paisagista e até quis ser psicóloga, mas a ideia de ser jornalista nunca tinha sequer roçado os meus pensamentos.


  Não considero que tenha sido um erro ter seguido a área das Ciências da Comunicação, afinal é disso que eu realmente gosto. Comunicar. Eu tinha de fazer uma escolha, estava na altura, era agora ou podia nunca mais ir a tempo. Se tivesse escolhido qualquer uma das outras profissões a comunicação seria uma ferramenta indispensável. No entanto, eu sentia que o que eu realmente queria era mais do que aquilo a que me propunha. Tropecei no jornalismo à entrada para a faculdade e foi amor à primeira vista. Afinal isto de contar estórias até tem graça. Não, não tem graça, é extremamente enriquecedor, pois não passa só por saber contar, é preciso saber ouvir e observar para poder reproduzir, para conseguir filtrar a essência das estórias. Esta forma de levar até às pessoas o conhecimento que lhes sacia a vontade de saber é aliciante. 


  Ser jornalista é assumir uma responsabilidade social, é procurar, remexer, descobrir, comprovar, divulgar, é saber lidar com a pressão, é não baixar os braços e ser incansável de dia e de noite, faça chuva ou faça sol. Tudo o que a licenciatura nos dá é apenas um cheirinho de uma vida alucinante. Ao jornalista é incutida a obrigação de saber um bocadinho sobre tudo, ter opinião sobre todos os temas, colocar a sabedoria à disposição das pessoas. São todas estas condições que me desafiam e que me aguçam o desejo de ser jornalista. Tenho a certeza que não seria boa noutra profissão, ou pelo menos tão realizada, não que tenha a presunção de que algum dia serei capaz de tratar a escrita por Tu, mas por ter a percepção de que as palavras alimentam e satisfazem todos os meus sentidos, e isso para mim basta.


  Uma vez perguntei ao meu pai se ser jornalista era uma boa profissão. Ele respondeu-me com serenidade e de forma sucinta: “É uma profissão de risco, é para corajosos”. Encolhi os ombros e repeti no meu subconsciente: “corajosos”. Eu acho que é verdade, é preciso ter coragem para colocar o jornalismo como prioridade na vida, para não falar dos perigos que a profissão oferece.


  Sempre li os jornais e ouvi rádio mas o que sempre me fascinou verdadeiramente foi a televisão, tanto que quando fui para a faculdade sabia perfeitamente onde queria trabalhar posteriormente. Estou a estagiar em televisão e sinto-me em casa, tudo me fascina, as pessoas, as máquinas, a redacção, os estúdios, a maneira como se desenrascam e a atitude de que por mais que se faça ainda está tudo por fazer. A adrenalina dos directos até a mim já contagiou, sinto que me estou a tornar, cada vez mais, um deles. A felicidade ainda não está completa, mas sei que fiz a escolha certa, sei onde é o meu lugar, sei e acredito que um dia vou poder dar um bocadinho de mim ao jornalismo português e que com alguma sorte ainda serei paga para fazer aquilo que mais gosto.